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A doença como caminho

Por:digitalpixel
Artigos e Publicações

17

jul 2014

Mineira, nascida em Itabira em 1957, médica-dermatologista, casada e mãe de dois filhos. Em 1995 descobre que tem Vitiligo. Essa sou eu: apaixonada por Dermatologia e por ironia quis o destino me presentear com uma paciente especial: eu mesma!

 

Questionamentos surgiam ao atender meus pacientes: Quanto de poder a mente tem para influenciar o paciente para a cura? Quanto um momento de estresse ou tristeza pode fazer ou não um paciente adoecer? O que fez Tânia Nely adoecer nesse momento da vida? Como lidar com o Vitiligo justo no seu rosto? Pensamentos e indagações rondavam minha vida, feriam minha alma; mas construíram minha história…

 

Sendo Itabirana, invariavelmente, lembro Carlos Drumond de Andrade: “no meio do caminho tinha uma pedra… tinha uma pedra no meio do caminho…”

 

Procurei caminhos. Optei por ampliar meus conhecimentos na área da Psicodermatologia, além de tomar as providências de usar os medicamentos, que existiam na época, para o vitiligo. Com a ajuda de colegas dermatologistas que iniciavam o Departamento de Dermatologia Integrativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia, hoje, Psicodermatologia, comecei a estudar as relações existentes entre corpo e mente que me fizeram evoluir para uma especialização adicional em Psicoterapia. Que jornada incrível… Como aprendi! Não foi fácil… Tive que não somente aprender, como também reaprender a viver… Precisei adicionar qualidades ao meu dicionário interno de como se relacionar com pessoas e aprofundar meu autoconhecimento.

 

Assim, fui me sentindo cada vez mais segura; o suficiente, não só para tratar de mim mesma, como também para atender as demandas que surgissem em uma consulta de Psicodermatologia.

 

Mas, eu permanecia com Vitiligo, que melhorava com o tratamento, porém novas lesões às vezes surgiam, após um período que variava de meses a anos.

 

Passei a ministrar aulas em Congressos de Dermatologia com temas relacionados à Psiconeuroimunodermatologia.

 

Cumpri mais uma etapa do caminho e fiquei orgulhosa de mim mesma, por ter conseguido publicar um artigo que contribuísse para que os dermatologistas pudessem conhecer esse entendimento amplo e holístico da Psicodermatologia.

 

Em dezembro de 2007, deparei-me com fortes desafios, após ter vivenciado um ano considerado impactante sob o aspecto emocional, e, além disso, estava novamente com Vitiligo só que agora em quase 90% da face.

 

Que paradoxo! Justo eu que estudava as questões emocionais, ainda evoluía com Vitiligo?

 

Na verdade, Vitiligo não é sempre emocional! Pode estar associado também a questões genéticas, endocrinológicas ou traumas físicos.

 

Resolvi aliar a Medicina Mente e Corpo à evolução da Biologia Molecular e dos Lasers em Medicina. Depois de várias sessões de laserterapia aliadas aos cuidados emocionais e espirituais, consegui ver meu rosto normal novamente.

 

E que emoção! Maravilhoso é poder compartilhar a alegria do meu tratamento com a bênção de ver portadores de Vitiligo associando terapia moderna atual com a psicoterapia de apoio. Dizer para eles que sou portadora de Vitiligo e que também me submeto a vários tratamentos, traz, a certeza, do significado da missão a mim concebida.

 

Expor a minha história, mostrar meus caminhos, acreditar nos sonhos faz da vida uma aventura maravilhosa! Se você tem Vitiligo diga: Quero voltar a ter pele normal! Quero voltar a ter pele saudável! Se for do seu desejo isso ocorrerá. No tempo certo! Pois há de se percorrer um caminho. Qual o seu?

 

A jornada inicia-se com o primeiro passo. Dê esse passo!

FONTE: Revista Sensatez  /  #3  /  pag.56
(www.sbd.org.br/down/e-book-revista-sensatez3.pdf)

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